Família de policiais é assassinada em SP e filho de 13 anos pode ser o autor do crime

6 de agosto de 2013


O crime esta chocando devido a idade tão jovem do suspeito, confira.....

A polícia investiga se Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, matou a família e se suicidou na casa em que moravam na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Os corpos de Marcelo, de seus pais, Luiz Marcelo Pesseghini, de 40 anos, sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), e Andreia Regina Bovo Pesseghini, 36 anos, cabo da 1.ª Companhia do 18.º Batalhão da Polícia Militar, além dos de Benedita de Oliveira Bovo, de 65, avó do menino, e da tia-avó Bernardete Oliveira Silva, de 55, foram encontrados na tarde de segunda-feira, 5.

Há indícios que o garoto de 13 anos teria ido à escola na manhã desta segunda-feira. Comandante da PMSP, coronel Benedito Roberto Meira, afirmou em entrevista ao "SPTV" da "Rede globo", que uma pessoa teria estacionado o carro da policial morta à 1h15 da madrugada de segunda, próximo ao Colégio Stella Rodrigues, na Rua João Machado. Às 6:30 da manhã esta pessoa, que a polícia acredita ser Marcelo saí do carro e entra na escola. O vídeo não mostra com exatidão que essa pessoa é o menino que se matou.

Não havia sinais de arrombamento na casa, segundo o boletim de ocorrência registrado no 47º DP. No local, foi encontrada uma mochila, que seria de Marcelo, com uma faca e uma arma calibre .32, que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, está registrada em nome do pai de Andreia, já morto.

A perícia inicial revelou que cada vítima foi atingida por um tiro, na cabeça, com uma arma de calibre .40. Essa arma estava por baixo do corpo de Marcelo. Não foi encontrado nenhum outro cartucho de arma que pudesse ter sido usada no crime. Conforme policiais revelaram à reportagem, o estado de rigidez cadavérica dos corpos pode indicar que o crime tenha ocorrido na manhã de segunda.


  • Facção Criminosa
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Benedito Meira, descartou a possibilidade da participação de facções criminosas na morte de cinco pessoas na casa de PMs, na Brasilândia, zona norte de São Paulo.

Luiz Marcelo Pesseghini era sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e estava na corporação há 19 anos; sua mulher, Andreia Regina Bovo Pesseghini, era cabo da 1ª Companhia do 18º Batalhão da Polícia Militar, com base na Freguesia do Ó, também na zona norte, e era PM há 16 anos. Também foram mortas a mãe de Andreia, Benedita de Oliveira Bovo, de 65 anos, e uma irmã dela, Bernardete Oliveira Silva, de 56, que ocasionalmente dormia na mesma casa. O menino, de 12 anos, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, foi encontrado com um tiro do lado esquerdo da cabeça.

O sargento da Rota entraria às 5h de segunda no trabalho e a mulher, às 9h. Como ela não foi à companhia, um oficial foi checar na residência, mas pensou que não havia ninguém em casa. À tarde, policiais voltaram à casa, pularam o muro e encontraram a porta entreaberta. Perto da entrada estava a mochila de Marcelo e, dentro dela, um revólver calibre 32.

A Polícia foi acionada por volta das 18h30. Cerca de 20 viaturas e 60 homens, entre soldados da PM e investigadores da Polícia Civil, estiveram no local. Além do coronel Meira, o comandante do Policiamento de Choque (que inclui a Rota), o coronel da PM César Augusto Franco Morelli, esteve na residência. A rua chegou a ser interditada e ficou cercada de vizinhos e curiosos.


  • Cena do crime
A residência é formada por duas casas. Numa delas, foram encontrados os corpos do sargento, de sua mulher e do filho. Pesseghini estava deitado na cama, a mulher de joelhos, com o dorso para frente. As outras duas mulheres foram encontradas na outra casa, deitadas cada uma em uma cama e cobertas. Ainda são analisadas diversas hipóteses, incluindo a de um crime familiar, seguido de suicídio.


Na sexta-feira, a prisão de tesoureiros do crime organizado em São Bernardo do Campo fez com que as Polícias Civis e Militar divulgassem um alerta sobre possíveis retaliações. Mas ninguém havia confirmado esta hipótese na noite dessa segunda. Os corpos só foram retirados no final da noite pelo Instituto Médico-Legal (IML).

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